
Janeiro/2009 | Assunto do dia
Por Anna Carolina Raposo
Chega ao fim nesta sexta-feira a minissérie Maysa - Quando Fala o Coração. O fim dos capítulos não encerra, contudo, a polêmica sobre as escolhas feitas pelo autor Manoel Carlos ao escrever o roteiro. Embora tenha se baseado na biografia Maysa, - Só Numa Multidão de Amores, de Lira Neto, e consultado o arquivo - e a própria memória - do diretor Jayme Monjardim, filho da cantora, para escrever o roteiro da série, episódios e personagens foram alterados ou suprimidos.
"Compreendo a necessidade de lançar mão de recursos ficcionais para amarrar o roteiro. O que me surpreende é quando esse artifício atropela os fatos. Ele tem que estar em função da narrativa, e não o contrário. Mais da metade do que está sendo levado para as telas é pura ficção", afirma Lira Neto.
Mesmo antes da estreia, a minissérie havia sido divulgada como um "ensaio sobre a vida de Maysa" sem compromisso com dados e fatos. "Fiz escolhas, cortei e acrescentei, sempre dentro do perfil de Maysa. Fiel ao que ela era. Não existe discrepância. O filme sobre a Edith Piaf, há pouco exibido, seguiu o mesmo caminho. Quando o filme acabou eu me perguntei: e o Yves Montand e o Aznavour, que foram amantes dela, por que isso não foi mostrado? A resposta é simples: o roteirista optou por alguns episódios da vida da cantora francesa. Não se propôs a contá-la inteira, nos mínimos detalhes, que é tarefa para obra impressa, não visual. Só isso", considera o autor.
Intensidade
Para Neto, o pior problema é justamente a imagem que se constrói da cantora. "A intensidade de Maysa está sendo reduzida a arroubos de uma menina mimada. O telespectador não teve elementos para entender a gênese dessa profunda tragédia humana. As causas de seu desencanto radical eram mais fundas", afirma o biógrafo.
Apesar de se dizer grato e "com uma dívida eterna" a Jayme Monjardim pela disposição do acervo para pesquisa, o biógrafo não poupa críticas a aspectos que, na sua opinião, oferecem ao telespectador uma visão distorcida dos acontecimentos. Ele exemplifica: "O caso da construção de Ronaldo Bôscoli. É constrangedor ver que ele, que em sua vida se assume como o rei da cafajestagem, um devorador de mulheres, reduzido na minissérie a um homem patético, quase paspalho, com pudores que ele não tinha", diz. Vale lembrar que certos personagens, a pedido dos herdeiros ou dos próprios personagens, foram omitidos ou camuflados. É o caso, respectivamente, de Nara Leão, a pedido de seus filhos, e da segunda mulher de André Matarazzo, cujo nome e profissão foram alterados, conforme noticiou o Estado de São Paulo.
Segundo Lira Neto, a fidedignidade histórica também ficou comprometida. "Na cena do show em Buenos Aires, Maysa aparece cantando bolerões, samba-canção. Mas aquela viagem foi histórica justamente por ser a primeira vez que um artista brasileiro levava a Bossa Nova para fora do Brasil. Não deixar isso claro tira a importância da própria Maysa na história da música".
Entre a Maysa do filho e a do biógrafo, Jayme Monjardim diz não optar por nenhuma delas. "A Maysa da minissérie é obra do autor Manoel Carlos e da minha visão como diretor. Não fiz nenhum tipo de intervenção no texto do Manoel Carlos, que teve total liberdade para escrever", argumenta.
Cronologia
Eduardo Logullo, também autor de uma biografia da cantora, Meu Mundo Caiu - A Bossa e a Fossa de Maysa, se soma ao coro dos críticos, enfatizando a importância da fidelidade aos fatos. "No livro que escrevi, fiz exercício literário. Em alguns momentos incorporo o discurso da Maysa como se eu fosse ela, e claro que há elementos de ficção aí. É uma licença autoral. Eles não fizeram um documentário. Mas isso não justifica alterar o rigor cronológico". O argumento de Logullo é quase de ordem pedagógica. "O público não vai saber o que é ficção e o que é realidade. A mentira vira o fato. Nenhuma das biografias foi best-seller. As pessoas não têm noção, vêem a minissérie como relato biográfico", afirma.
Sobre a construção da personalidade da protagonista, Manoel Carlos, o autor, acha impossível agradar a todos. "Optei por um caminho. Algumas pessoas dizem: 'eu a conheci, ela era assim mesmo'. Outros dirão: 'ah, era diferente'. Desde o 1º capítulo há quem diga que ela era muito mais gorda. Outros que ela era mais bonita. E já apareceu gente dizendo que ela não era nada disso que estamos mostrando, contradizendo até mesmo o que o único filho dela, o diretor da minissérie, viveu e presenciou. Diante disso, temos rido bastante", comenta. Parece que mesmo em uma obra de ficção, Maysa era fonte inesgotável de polêmica.
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