Outubro/2009

Resultado do Concurso Cultural 100 Obras Essenciais

Conheça os ganhadores e suas frases

Por Redação

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"O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger, foi um dos primeiros livros que li na vida. Era eu adolescente, como o personagem do livro, indicado por uma professora da escola. A identificação foi forte e profunda. Me ajudou a entender minha própria adolescência e me ensinou, principalmente,  a amar os livros e encontrar  neles fonte de desafio, descoberta e, muitas vezes, companhia na solidão da existência. Não são estas, primordialmente, as funções de uma obra essencial?"

Viviane Campagna, São Paulo, SP

 

 

"Quintana dizia que um livro bom é aquele de que às vezes interrompemos a leitura para seguir uma entrelinha.  E é por detrás desse verso que baseio minha opinião.

Da crítica à  literatura de sua época, Cervantes nos envolve de tal forma que mesmo sabendo, não resistimos a embarcar nos prazeres e desprazeres do cavalheiro. Como não comparar-se às oscilações de humor pelas quais se deixa levar a Triste Figura? Ou como resistir em apontar os Sanchos que rodeiam nossa vida? Se literatura é entrega, se é sinestesia, para mim lição mais essencial do que Dom Quixote ainda não há."

Thatiane Almeida Bentley, Goiânia, GO



"Moby Dick de Herman Melville. Poderoso no relato das aventuras que ocorrem em busca da baleia enfurecida trata de questões humanas universais, como instinto animal e o que pode ser a razão humana? Duelo incrível que travamos conosco do mesmo modo que os preciosos personagens dessa saga tenebrosa. Fantástico, ácido e costurado pela estética da amizade em um imenso mar soberano e sufocante."

Marcos Paulo de Moraes, Avaré, SP

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